NACIONALISMO E INTERVENÇÃO ESTATAL

No mundo atual, identifica-se o nacionalismo econômico com
a intervenção estatal nos bens de produção e em toda a vida
econômica em geral, até chegar pedir a onipotência estatal em toda a
vida humana.
Aparece como ideal um Estado onipresente, com milhões de
funcionários e muitos mais milhões de súditos dentro de si.
5.2. O nacionalismo não implica em uma burocratização da vida,
mas se exclui à idéia liberal de um Estado “neutro”, de um “mal
necessário” que mantém o livre “jogo” econômico.
Para a política nacionalista precisa-se um Estado popular, capaz
de intervir firmemente contra qualquer intento anti-nacionalista e de
marcar um ambiente ético, uma honradez geral.
Para tudo isso, o Estado precisa contar com o apoio e a
vigilância dos elementos mais honrados e íntegros do povo.
A missão do Movimento nacionalista é, precisamente,
formar estes quadros dispostos a servir ao nacionalismo. O êxito da
política nacionalista está TOTALMENTE em contar com estes homens
nos postos de direção.

Por isto, o Estado nacionalista deve mudar a idéia de funcionários
e burocratas superabundantes, por uma minoria seleta.
A corrupção de um funcionário deve ser, desta forma, um
delito gravíssimo, penalizado com os máximos castigos. Por sua vez,
as infrações contra o Tesouro Público ou qualquer Lei devem ser
também fortemente reprimidas, ali onde existia a má vontade, mais
do que onde haja a oposição à “letra” da Lei.
5.3. O Estado deve garantir uma aposentadoria igual e digna
para todos que trabalharam durante sua vida laboral, independente
de qual fora seu salário. Sendo todos trabalhos de igual dignidade
do Estado, todos merecem uma mesma aposentadoria, uma vez que
as diferenças de responsabilidade, dedicação e trabalho chegam a
seu fim com a aposentadoria. O trabalho do Estado é, desta forma,
importante em todo o sistema nacionalista, mas o é mais, enquanto à
direção ética do que enquanto à intervenção material e burocrática.
5.4. Consideramos a propriedade privada como atributo
inalienável da pessoa humana. Todos devem ter acesso à
propriedade, e não apenas alguns. Para os casos convenientes, a
propriedade comunal, compartilhada dos meios de produção, é
ideal. Esta meta não deve impor-se imediatamente. Todos aqueles
que trabalham em uma empresa seriam – segundo sua capacidade,
interesse, etc. – co-proprietários. Incluindo um recém chegado, que
se iria convertendo em co-proprietário à base de deduções parciais
de seu salário.
Estas formas de co-propriedade são ideais para grandes
empresas.

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