nossa visão social da propriedade

A desigualdade natural, tanto física quanto psíquica e ética entre os homens  é um feito, uma realidade, não uma opinião. Opor-se a isto é inútil, além de negativo, conduzindo somente a utopias impossíveis por serem antinaturais, ou à nivelação pelo inferior.  Nosso nacionalismo não tende a esta nivelação pelo inferior, nem pretende uma impossível nivelação pelo superior. Buscamos assim, a seleção dos melhores, eticamente falando, para os cargos dirigentes da sociedade, evitando que outros princípios (como o dinheiro, as influências, a pertinência a partidos, etc.) sejam os que imponham a seleção. Neste sentido, nosso nacionalismo é hierárquico e anti-igualitário.  As diferenças econômicas entre as pessoas apenas devem estar em função de seu trabalho, responsabilidade e iniciativa. Mesmo o mais simples trabalho deve estar suficientemente remunerado para levar uma vida digna. Enquanto o Estado não possa garantir este mínimo a todos os elementos do povo, toda atividade estatal deve estar dirigida a isto.  Nas sociedades ocidentais a obtenção deste mínimo é totalmente possível, sem mais problemas de apartar pequenas minorias de desempregados e delinqüentes.  A propriedade privada é perfeitamente compatível com o socialismo. Nosso apoio aos princípios de responsabilidade pessoal favorece a propriedade privada. Mas não é um principio inalterável, e sim apenas uma possibilidade interessante, contanto que não se oponha ao desenvolvimento positivo do povo. Por isto, a propriedade é limitada e está a todo o momento sujeita a ser usada em prol do bem comum.  Os bens de produção podem também ser privados, coletivos, coorporativos, etc., dependendo das circunstâncias. Quando os bens não podem ser controlados pelo dono mediante seu próprio trabalho, a propriedade privada perde grande parte de sua função de apoio à personalidade, a perigo de cair em uma monopolização de meios inútil para o povo.  O anonimato na propriedade é contrário ao nacionalismo. Os proprietários são sempre responsáveis de suas possessões e de seu uso. O sistema de “ações” em sociedades anônimas, onde a responsabilidade está limitada a uma participação na propriedade e um voto é inadmissível. Pode-se participar somente com o dinheiro (inversão) em uma empresa, mas só se tem assim direito a participar nos benefícios, nunca na direção e menos ainda na propriedade.

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