NACIONALISMO ÉTICO

Os atos econômicos injustos devem ser considerados delitos comuns. Não existe diferença entre furtar ou enganar na questão econômica, e fazê-lo em outras.  É tão anti-nacionalista um empresário sem escrúpulos, ou um banqueiro, quanto um trabalhador irresponsável. Pertencer a uma classe não concede licença para a injustiça. O nacionalismo é patrimônio de uma só classe: a dos homens honrados. Não devem considerar-se luxos nem atitudes anti-sociais aquelas que levam a uma maior elevação espiritual do homem: A Arte, o bom gosto, os concertos ou os esportes, etc. O fato de que certos meios culturais tem estado até agora fechados às pessoas sem meios econômicos não quer dizer que devam está-lo, nem que para estes a arte deva ser negada. A negação é a política elitista e antipopular que tem se seguido na Arte. Luxo é tudo aquilo que é inútil para o desenvolvimento positivo do homem.  Em um Estado Socialista, devem tender ao desaparecimento os impostos indiretos generalizados, aqueles que se imprimem nas coisas independentemente de para que, e por quem se usem. Hoje em dia, um cego que deseje comprar um equipamento de alta fidelidade, irá pagar 40% de imposto de “luxo”. Nos países comunistas, este problema não existe: não há equipamentos de alta fidelidade para o poder aquisitivo dos cegos, nem dos não-cegos.  A política está enquadrada pelo possível. As idéias impossíveis não somente são inúteis, mas também errôneas na política. As medidas econômicas que se tomem devem ser desta forma, possíveis, isto é, adaptadas aos meios disponíveis. Por isso, não é possível pedir melhoras e mais melhoras sem pensar em sua possibilidade. O que deve pedir-se é um modo, com ética, honestidade e boa vontade. Os êxitos virão depois, cedo ou tarde. 4.6. É produto da mentalidade materialista atual a redução de todos os serviços dos cidadãos a pagarem impostos, ao dinheiro. O Exército, que é o único serviço não-pagável, está se substituindo pelo profissionalismo. A criação da Frente do Trabalho, de Serviços de embelezamento popular, ações civis, etc., lutam contra esta tendência.  Todo membro do povo tem direito a um posto de trabalho. Este princípio está escrito em todas as constituições elitistas, para desdém e escárnio da democracia e de seus milhões de desempregados. O Estado nacionalista não pode tolerar o desemprego, nem a mendicidade. Desde que não demonstre uma má intenção, uma vagância, etc., todo mendigo ou desempregado deverá ter um trabalho ou um soldo digno. Isto é prioritário a toda consideração. Se um povo não pode dar trabalho a todos seus membros, deve ser apoiado pelos demais povos ocidentais e, em última instância, deve implantar-se a necessidade de um maior espaço vital para permitir este mínimo.  Se o demitido não é procedente na justiça, de modo algum pode considerar-se lógico que, pelo pagamento de uma quantidade de dinheiro, se aceite a sua legalidade, tal como ocorre atualmente no mundo capitalista. As baixas em uma empresa por causa de necessidades de produção, nova tecnologia, ou perda de mercado são as mais duras de enfrentar, pois lamentavelmente estes casos são muitas vezes impossíveis de solucionar de outra forma. Mas o problema do desemprego perde o seu rigor, sem embargo, quando o Estado nacionalista se compromete a dar trabalho e pagar um soldo decente a quem o solicite. Certamente a delinqüência, a má vontade no trabalho, o não cumprimento dos deveres que implica o trabalhar, faz com que se perca este direito ao trabalho.  Este sentido ético nacionalista deve ser aplicado em todos os âmbitos da vida e não apenas na economia. O nacionalismo na Arte implica na tomada de consciência por parte do artista de que, mediante sua obra, devem-se expressar sentimentos que elevem ao povo, não apenas a uma elite a qual lhe paga. O nacionalismo é, desta forma, a vontade de trabalho à comunidade nacional em todos os seus aspectos. A luta revolucionária a favor dos oprimidos pela finança ou pelo amo estatal é uma obrigação ética nacionalista. Apoiamos os movimentos de liberação de todos os oprimidos pela injustiça. Não lutamos a favor da debilidade, mas sim contra a injustiça. Devemos usar a força, e ser fortes, para evitar a opressão.

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