MODELO SOCIAL IDEAL PARA SINDICATOS

Por Sindicato, deve entender-se toda agrupação de indivíduos com interesses profissionais comuns, que se organizam para a sua defesa. A primeira grande falha dos Sindicatos é que a de que estes estão criados para “defender os interesses de seus associados”, não para defender a justiça, favoreça esta ou não os seus associados. Isso marca uma diferença fundamental entre os Sindicatos marxistas ou empresariais e a idéia nacionalista de sindicato. O conceito de luta de classes, de que cada uma deve tentar conseguir o máximo de benefício sobre as outras, independente de onde se esteja, é o que envenena a base do sindicato atual.  O segundo problema vem dado pelo feito de que os Sindicatos apenas lutam por aquilo que afeta a seus afiliados, no sentido material ou profissional. Ele elimina a participação da força do trabalho em outras faces e aspectos. Centra todo o esforço do trabalhador em ganhar mais profissionalmente, mas quita sua luta por valores exteriores aos de suas margens profissionais.  Como solução ao problema criado pela luta de classes, os “fascismos” tentaram criar “Sindicatos Verticais”, que, em teoria, deveriam julgar os temas laborais e abordá-los com base à justiça de alguns Tribunais Laborais, sem atender à luta de classes. Na Espanha, é notório o fracasso desta tentativa. A razão básica de seu fracasso é que ao estarem os Sindicatos Verticais sob o domínio do Estado que os criava e os fomentava, era impossível separar a política estatal daquela do sindicato. Desta forma, somente com uma política estatal nacionalista teria sido possível que alguns Sindicatos Verticais fossem medianamente efetivos. Por isto, propomos a idéia  de  Frente do Trabalho não apenas agrupa todas as classes trabalhadoras, mas é a ponta da lança da luta Nacionalista. A Frente de Trabalho não apenas abrange a ação no mundo laboral, mas pretende ser a manifestação dos trabalhadores em todos os aspectos da vida popular. Assim, os trabalhadores dessa frente formarão agrupações ecológicas de ajuda ao campo, de apoio a mães jovens, de serviços de limpeza popular, de embelezamento de empresas, de concertos em dois nas fabricas, de Arte no trabalho, etc.  O conceito de Frente do Trabalho é uma superação total do conceito de Sindicato e implica na intervenção organizada dos trabalhadores na sociedade.  A Greve e o Fechamento patronal são os métodos de agressão à comunidade a que recorrem os sindicatos nas sociedades elitistas  Ambas estão legalizadas, pois em todas as sociedades elitistas está legalizada a luta de classes definida como, de principio, pelo marxismo. A Constituição brasileira legaliza a luta de classes totalmente; o Nacionalismo, por sua vez, repudia totalmente estes métodos. Durante a etapa de luta pelo poder, tampouco se usará a greve em geral como meio de chantagem ou pressão, à exceção de casos especiais. Nesta etapa, uma greve poderia ser aceitável sempre que os trabalhadores a façam para obter melhorias para toda a comunidade, não apenas a si próprios.

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