Como deve funcionar sistema financeiro em uma sociedade justa

Finança é propriamente tudo o que está relacionado com o uso do dinheiro. Este é um instrumento de troca no sistema econômico. Portanto, os meios financeiros deveriam estar a serviço da economia, e esta ao serviço da política do povo. A base do nacionalismo econômico é que a economia e a finança são apenas ferramentas dos princípios inspiradores da política nacionalista. O dinheiro e a economia não podem, portanto, controlar nem determinar a política, nem os fins que se propõe um povo.  No capitalismo democrático, o dinheiro se converte em um bem, uma mercadoria imprescindível, monopolizada por umas poucas “fábricas” e “lojas” que especulam com ele, fazendo-o escasso e caro. Este mercado do dinheiro é o que chamamos politicamente de “Finança”, e suas fábricas que monopolizam a criação do dinheiro são os Bancos, mediante ao crédito.  É uma demonstração de total desconhecimento econômico crer que o dinheiro é “fabricado” pelo Estado ou pela Fábrica de Moeda. O Estado anti-nacioalista não é mais que um cliente dos bancos, que criam o dinheiro por meio dos créditos. Embora parte deles sejam oficiais (estatais, no sentido que seu proprietário é o Estado), atuam neste termo como os demais Bancos, criando dinheiro creditício a alto interesse.  O poder político e a influência no destino do povo, que obteve a Finança por meio do controle do dinheiro, são os principais inimigos do nacionalismo. Este poder político do dinheiro se dirige de forma predeterminada em direção à obtenção de uma sociedade materialista na qual o dinheiro já não é, portanto, um bem necessário, mas o único desejado. Com isto, o poder do dinheiro se faz total. O marxismo é a “elevação” em nível de ideologia, a divinização do poder econômico. O interesse da “Finança” em uma sociedade materialista é até certo ponto lógico, desde o momento em que deixou de ser uma ferramenta a serviço do povo, emancipando-se e tomando o seu controle. Isto se passou sempre que o povo deixou de dar o poder político aos melhores, aos homens honrados.  No Estado nacionalista, somente o trabalho será fonte de riqueza, do dinheiro. O dinheiro não pode gerar dinheiro: detém-se, portanto, proibidas a especulação, o interesse, as mais valias, a criação do dinheiro por meio de crédito a bancos privados. O dinheiro se criará, logo, em função dos bens reais existentes, de forma que sirvam a sua função de meio de cambio para comprá- los e vendê-los. Desta forma, para criar o dinheiro não é preciso ouro nem bancos, apenas um povo trabalhador, um país com riqueza natural, e um Estado socialista que tome as rendas da finança ao serviço do povo.  O crédito deverá ser função do Estado, posto que a criação de dinheiro lhe está reservada. Sendo assim, elimina-se o domínio dos bancos privados de dirigir o crédito em direção a onde convém seus interesses, chantageando as empresas e até mesmo ao Estado, obtendo, graças a isso, o poder político.  A Finança é o verdadeiro inimigo atual. Frente à tática marxista de apresentar o trabalhador como oprimido pelo empresário, frente à idéia da luta de classes, nacionalismo apresenta a realidade: a Finança oprime tanto a trabalhadores como empresários; é ela a responsável pela criação do ambiente burguês que posteriormente causa as tensões na empresa.

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